4-2 Tecido conjuntivo

CARACTERÍSTICAS E COMPONENTES DO TECIDO CONJUNTIVO – 2

Células
As células do tecido conjuntivo podem ser classificadas em duas populações: células residentes e células transientes (ou transitórias).
As células residentes são componentes habituais e permanentes do tecido conjuntivo enquanto que a células transientes ou transitórias são células que estão migrando pelo tecido conjuntivo, vindas principalmente do sangue.
Células residentes do tipo de tecido conjuntivo denominado propriamente dito: fibroblastos, macrófagos, mastócitos e células mesenquimais.
Nos outros tipos e subtipos de tecido conjuntivo há outras células residentes, como por exemplo, os condrócitos na cartilagem, osteoblastos e osteócitos no osso e assim por diante.
A maioria das células residentes tem vida relativamente longa, mas em caso de necessidade – por exemplo uma solicitação de aumento de atividade durante uma inflamação ou cicatrização ou um estímulo para crescimento – seu número pode aumentar à custa de células-tronco mesenquimais (no caso de fibroblastos) ou a partir de células progenitoras vindas da medula hemopoiética (no caso de mastócitos e macrófagos).

As células transientes do tecido conjuntivo são células migratórias. Fazem parte deste grupo alguns dos leucócitos ou glóbulos brancos do sangue. A função destas células na defesa do organismo contra moléculas estranhas e microorganismos é exercida quase que inteiramente no interior do tecido conjuntivo. A presença destas células nos diferentes locais de tecido conjuntivo do corpo é variável e depende frequentemente de sinais químicos transmitidos por exemplo por células (p. ex. macrófagos, neutrófilos), que estimulam a saída dos leucócitos dos vasos sanguíneos e seu acúmulo no tecido conjuntivo.

Matriz extracelular (MEC)
A MEC é composta principalmente de macromoléculas, além de água, íons, peptídeos, pequenos carboidratos e outras pequenas moléculas. Uma parte destas moléculas se origina do plasma sanguíneo.
As macromoléculas características da matriz extracelular do tecido conjuntivo são glicoproteínas, glicosaminoglicanas e proteoglicanas, cuja composição molecular, quantidade e proporção relativa variam em diferentes tipos de tecido conjuntivo e nos diferentes locais e órgãos do organismo.
Várias das proteínas se organizam em longas estruturas de espessura e comprimento variáveis formando filamentos. Os filamentos mais calibrosos são visíveis ao microscópio de luz e são chamados fibras do tecido conjuntivo e que constituem a matriz extracelular fibrilar.
Uma parte da matriz extracelular é formada por macromoléculas – principalmente glicosaminoglicanas e proteoglicanas- que não se organizam em filamentos e é denominada matriz extracelular fundamental. Esta parte da matriz nem sempre é bem preservada nos preparados histológicos e nem sempre se cora muito bem pelos corantes rotineiros. Portanto, é pouco vista nos preparados histológicos, onde é responsável pelo aspecto aparentemente “vazio” de muitos locais da matriz. Vários de seus componentes podem ser visualizados por outras colorações e por técnicas histoquímicas ou imunohistoquímicas.

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