{"id":476,"date":"2017-05-17T17:00:22","date_gmt":"2017-05-17T20:00:22","guid":{"rendered":"http:\/\/mol.icb.usp.br\/?page_id=476"},"modified":"2020-12-27T15:56:24","modified_gmt":"2020-12-27T18:56:24","slug":"1-23-conceitos-basicos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/mol.icb.usp.br\/index.php\/1-23-conceitos-basicos\/","title":{"rendered":"1-23 Conceitos b\u00e1sicos"},"content":{"rendered":"<p><strong>COLORA\u00c7\u00d5ES PARA MICROSCOPIA DE LUZ &#8211; 1<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tipos de corantes<\/strong><br \/>\nA maioria dos cortes histol\u00f3gicos \u00e9 submetida a uma colora\u00e7\u00e3o para permitir seu estudo ao microsc\u00f3pio de luz.<br \/>\nPara esta finalidade foram desenvolvidos ao longo do tempo in\u00fameras solu\u00e7\u00f5es de corantes e de misturas corantes. As misturas mais utilizadas s\u00e3o as que melhor distinguem os diversos componentes das c\u00e9lulas e da matriz extracelular (MEC) assim como corantes que demonstram tipos celulares espec\u00edficos.<br \/>\nUma das t\u00e9cnicas mais utilizadas \u00e9 a que re\u00fane dois corantes chamados <strong>hematoxilina<\/strong> e <strong>eosina<\/strong> e a colora\u00e7\u00e3o \u00e9 denominada abreviadamente <strong>HE<\/strong> ou <strong>H&#038;E<\/strong>. Os cortes s\u00e3o habitualmente corados inicialmente com hematoxilina e em seguida com eosina.<\/p>\n<p><strong>Corantes b\u00e1sicos<\/strong><br \/>\nAs mol\u00e9culas de muitos corantes s\u00e3o sais. As mol\u00e9culas de corantes nos quais o seu c\u00e1tion \u00e9 dotado de cor tem car\u00e1ter b\u00e1sico, como por exemplo o azul de toluidina e o azul de metileno. Por isso s\u00e3o tamb\u00e9m denominados <strong>corantes b\u00e1sicos<\/strong>.<br \/>\nA <strong>hematoxilina<\/strong>, embora n\u00e3o seja um sal, se comporta na pr\u00e1tica como um corante b\u00e1sico. A solu\u00e7\u00e3o de hematoxilina cora em <strong>azul-arroxeado<\/strong> v\u00e1rios componentes das c\u00e9lulas e da matriz extracelular.<br \/>\nDe modo geral, as estruturas das c\u00e9lulas e da matriz dos cortes que cont\u00eam grupos \u00e1cidos t\u00eam afinidade pelos c\u00e1tions coloridos dos corantes b\u00e1sicos. Por essa raz\u00e3o estas estruturas s\u00e3o denominados <strong>estruturas bas\u00f3filas<\/strong>, devido a sua afinidade e colora\u00e7\u00e3o por corantes b\u00e1sicos.<br \/>\nExemplos de estruturas bas\u00f3filas:<br \/>\n&#8211; os <strong>n\u00facleos<\/strong> t\u00eam grupamentos \u00e1cidos nos seus \u00e1cidos nucleicos e por isso s\u00e3o bas\u00f3filos e se coram em roxo pela hematoxilina e por corantes b\u00e1sicos.<br \/>\n&#8211; o <strong>ergastoplasma<\/strong> (correspondente no microsc\u00f3pio eletr\u00f4nico ao ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico granuloso) cont\u00e9m muito \u00e1cido ribonucleico.<br \/>\n&#8211; a <strong>matriz extracelular da cartilagem<\/strong> possui muitas mol\u00e9culas com grupamentos \u00e1cidos (principalmente sulfatos).<\/p>\n<p>Outro importante grupo \u00e9 o dos corantes de car\u00e1ter \u00e1cido &#8211; os chamados <strong>corantes \u00e1cidos<\/strong>. Nestes a por\u00e7\u00e3o ani\u00f4nica da mol\u00e9cula \u00e9 colorida. Exemplos: eosina, orange G. Componentes dos cortes que se coram por corantes \u00e1cidos s\u00e3o chamados de <strong>estruturas acid\u00f3filas<\/strong> ou <strong>eosin\u00f3filas<\/strong>.<br \/>\nExemplos de estruturas acid\u00f3filas:<br \/>\n&#8211; o <strong>citoplasma fundamental<\/strong> (citosol) e as <strong>mitoc\u00f4ndrias<\/strong>. Por esta raz\u00e3o, o citoplasma da maioria das c\u00e9lulas se cora em rosa-vermelho pela eosina ap\u00f3s colora\u00e7\u00e3o por HE.<br \/>\n&#8211; as <strong>fibras col\u00e1genas<\/strong> do tecido conjuntivo. Por esta raz\u00e3o a matriz extracelular, que na maioria dos tecidos possui muita prote\u00edna col\u00e1geno, se cora em rosa pela eosina.<\/p>\n<p><strong>Avisos:<\/strong><br \/>\nEsta classifica\u00e7\u00e3o de corantes \u00e1cidos e b\u00e1sicos n\u00e3o se aplica a todos corantes e misturas corantes.<br \/>\nAl\u00e9m disto, a colora\u00e7\u00e3o por HE \u00e9 gen\u00e9rica e n\u00e3o distingue os diversos componentes das c\u00e9lulas conhecidos como organelas, a n\u00e3o ser o n\u00facleo, nucl\u00e9olo e eventualmente o ergastoplasma. As diversas organelas necessitam ser tratadas por colora\u00e7\u00f5es ou t\u00e9cnicas especiais para serem observadas ao microsc\u00f3pio de luz.<\/p>\n<p><strong>NAVEGA\u00c7\u00c3O NO MOL:<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/mol.icb.usp.br\/index.php\/1-22-conceitos-basicos\/\">ACESSAR P\u00c1GINA ANTERIOR<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/mol.icb.usp.br\/index.php\/1-24-conceitos-basicos\/\">ACESSAR P\u00c1GINA SEGUINTE<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>COLORA\u00c7\u00d5ES PARA MICROSCOPIA DE LUZ &#8211; 1 Tipos de corantes A maioria dos cortes histol\u00f3gicos \u00e9 submetida a uma colora\u00e7\u00e3o para permitir seu estudo ao microsc\u00f3pio de luz. Para esta finalidade foram desenvolvidos ao longo do tempo in\u00fameras solu\u00e7\u00f5es de corantes e de misturas corantes. 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