{"id":2573,"date":"2017-09-07T12:12:51","date_gmt":"2017-09-07T15:12:51","guid":{"rendered":"http:\/\/mol.icb.usp.br\/?page_id=2573"},"modified":"2018-03-06T21:50:18","modified_gmt":"2018-03-07T00:50:18","slug":"4-2-tecido-conjuntivo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/mol.icb.usp.br\/index.php\/4-2-tecido-conjuntivo\/","title":{"rendered":"4-2 Tecido conjuntivo"},"content":{"rendered":"<p><strong>CARACTER\u00cdSTICAS E COMPONENTES DO TECIDO CONJUNTIVO \u2013 2<\/strong><\/p>\n<p><strong>C\u00e9lulas<\/strong><br \/>\nAs c\u00e9lulas do tecido conjuntivo podem ser classificadas em duas popula\u00e7\u00f5es: <strong>c\u00e9lulas residentes<\/strong> e <strong>c\u00e9lulas transientes<\/strong> (ou transit\u00f3rias).<br \/>\nAs c\u00e9lulas residentes s\u00e3o componentes habituais e permanentes do tecido conjuntivo enquanto que a c\u00e9lulas transientes ou transit\u00f3rias s\u00e3o c\u00e9lulas que est\u00e3o migrando pelo tecido conjuntivo, vindas principalmente do sangue.<br \/>\n<strong>C\u00e9lulas residentes do tipo de tecido conjuntivo denominado propriamente dito<\/strong>: fibroblastos, macr\u00f3fagos, mast\u00f3citos e c\u00e9lulas mesenquimais.<br \/>\nNos outros tipos e subtipos de tecido conjuntivo h\u00e1 outras c\u00e9lulas residentes, como por exemplo, os condr\u00f3citos na cartilagem, osteoblastos e oste\u00f3citos no osso e assim por diante.<br \/>\nA maioria das c\u00e9lulas residentes tem vida relativamente longa, mas em caso de necessidade &#8211; por exemplo uma solicita\u00e7\u00e3o de aumento de atividade durante uma inflama\u00e7\u00e3o ou cicatriza\u00e7\u00e3o ou um est\u00edmulo para crescimento &#8211; seu n\u00famero pode aumentar \u00e0 custa de c\u00e9lulas-tronco mesenquimais (no caso de fibroblastos) ou a partir de c\u00e9lulas progenitoras vindas da medula hemopoi\u00e9tica (no caso de mast\u00f3citos e macr\u00f3fagos).<\/p>\n<p>As <strong>c\u00e9lulas transientes<\/strong> do tecido conjuntivo s\u00e3o c\u00e9lulas migrat\u00f3rias. Fazem parte deste grupo alguns dos leuc\u00f3citos ou gl\u00f3bulos brancos do sangue. A fun\u00e7\u00e3o destas c\u00e9lulas na defesa do organismo contra mol\u00e9culas estranhas e microorganismos \u00e9 exercida quase que inteiramente no interior do tecido conjuntivo. A presen\u00e7a destas c\u00e9lulas nos diferentes locais de tecido conjuntivo do corpo \u00e9 vari\u00e1vel e depende frequentemente de sinais qu\u00edmicos transmitidos por exemplo por c\u00e9lulas (p. ex. macr\u00f3fagos, neutr\u00f3filos), que estimulam a sa\u00edda dos leuc\u00f3citos dos vasos sangu\u00edneos e seu ac\u00famulo no tecido conjuntivo.<\/p>\n<p><strong>Matriz extracelular (MEC)<\/strong><br \/>\nA MEC \u00e9 composta principalmente de macromol\u00e9culas, al\u00e9m de \u00e1gua, \u00edons, pept\u00eddeos, pequenos carboidratos e outras pequenas mol\u00e9culas. Uma parte destas mol\u00e9culas se origina do plasma sangu\u00edneo.<br \/>\nAs macromol\u00e9culas caracter\u00edsticas da matriz extracelular do tecido conjuntivo s\u00e3o glicoprote\u00ednas, glicosaminoglicanas e proteoglicanas, cuja composi\u00e7\u00e3o molecular, quantidade e propor\u00e7\u00e3o relativa variam em diferentes tipos de tecido conjuntivo e nos diferentes locais e \u00f3rg\u00e3os do organismo.<br \/>\nV\u00e1rias das prote\u00ednas se organizam em longas estruturas de espessura e comprimento vari\u00e1veis formando filamentos. Os filamentos mais calibrosos s\u00e3o vis\u00edveis ao microsc\u00f3pio de luz e s\u00e3o chamados <strong>fibras do tecido conjuntivo<\/strong> e que constituem a <strong>matriz extracelular fibrilar<\/strong>.<br \/>\nUma parte da matriz extracelular \u00e9 formada por macromol\u00e9culas &#8211; principalmente glicosaminoglicanas e proteoglicanas- que n\u00e3o se organizam em filamentos e \u00e9 denominada <strong>matriz extracelular fundamental<\/strong>. Esta parte da matriz nem sempre \u00e9 bem preservada nos preparados histol\u00f3gicos e nem sempre se cora muito bem pelos corantes rotineiros. Portanto, \u00e9 pouco vista nos preparados histol\u00f3gicos, onde \u00e9 respons\u00e1vel pelo aspecto aparentemente &#8220;vazio&#8221; de muitos locais da matriz. V\u00e1rios de seus componentes podem ser visualizados por outras colora\u00e7\u00f5es e por t\u00e9cnicas histoqu\u00edmicas ou imunohistoqu\u00edmicas.<\/p>\n<p><strong>NAVEGA\u00c7\u00c3O NO MOL:<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/mol.icb.usp.br\/index.php\/4-1-tecido-conjuntivo\/\">ACESSAR P\u00c1GINA ANTERIOR<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/mol.icb.usp.br\/index.php\/4-3-tecido-conjuntivo\/\">ACESSAR P\u00c1GINA SEGUINTE<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CARACTER\u00cdSTICAS E COMPONENTES DO TECIDO CONJUNTIVO \u2013 2 C\u00e9lulas As c\u00e9lulas do tecido conjuntivo podem ser classificadas em duas popula\u00e7\u00f5es: c\u00e9lulas residentes e c\u00e9lulas transientes (ou transit\u00f3rias). 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